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domingo, 23 de outubro de 2011

CANDIDATOS LEVAM KIT ENEM PARA O 2º DIA DE PROVAS NO MARANHÃO, CONFIRA

De leques, passando por vários litros de agua, barra de cerais, frutas, vale de tudo para a maratona do 2° dia.

A expectativa era grande principalmente pelas provas de redação. Mas além dos textos, os candidatos maranhenses enfrentaram outros problemas. O calor e o fuso horário, em comparação com Brasília. No Maranhão, as provas começam às 12h, horário local, e muitos alunos maranhenses tiveram que antecipar o almoço para as 10h para conseguir chegar ao local de prova a tempo. Outros preferiram seguir para as salas com uma espécie de “kit Enem”.

Mas também teve candidato que conseguiu chegar apenas com a ajuda de uma cadeira de rodas. Luan Silveira, de 21 anos, quebrou a perna em uma partida de futebol na semana passada e teve que ser levado até o local onde iria realizar as provas por um fiscal.

“Ontem aconteceu a mesma coisa e deu certo. Agora, é enfrentar mais esse dia de prova. Eu estou fazendo minha cota de sacrifício. Espero que consiga uma boa nota”, disse ele que tenta uma vaga no curso de Direito da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Já a estudante do ensino médio Lindinalva Santana, de 17 anos, para enfrentar o os problemas com fuso horário e o calor nordestino, levou para a sala de prova um pouco de tudo: água, frutas, biscoitos e, principalmente, um leque. “O calor está muito forte. Mas, acho que o
problema maior mesmo é o nervosismo”, disse a estudante.
 Foto: Wilson Lima
Fiscal ajudou Luan Silveira, de pé quebrado, a chegar à sala de prova em São Luís
Lucas Araújo, de 18 anos, também teve que se adaptar ao horário das provas. Para ele, essa é uma das maiores dificuldades de um exame unificado. “Não tem jeito. Em um horário diferente, temos que nos adaptar de alguma forma. Agora, isso foge totalmente da nossa realidade. Eu, tive que almoçar por volta das 10h, três horas antes do normal”, disse o estudante que estava com uma garrafa de 500 ml de água mineral e uma barra de cereal. “Parece pouco, mas pra mim é suficiente”, complementou.

O tema da redação preocupou os candidatos maranhenses. Muitos deles, passaram a intensificar a leitura de jornais e revistas de circulação nacional nos últimos meses pensando justamente no Enem.

A estudante Larissa Adler, de 17 anos, é um destes casos. Ela normalmente foca suas leituras na imprensa local, mas, visando ao Enem, mudou um pouco sua rotina. “A gente nunca sabe o que vai cair na redação. Na dúvida, lê-se um pouco de tudo”, disse. Adler tenta uma vaga no curso de direito da UFMA.

Wilson Lima, iG Maranhão 
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