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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Presidiário revela ter recebido proposta de dinheiro para gravar vídeo contra Flávio Dino

Em depoimento prestado na Superintendência Estadual de Investigações Criminais, na noite da última terça-feira (23), o presidiário André Escócio de Caldas confirmou que recebeu promessas de regalias para gravar vídeo contra Flávio Dino. André figura em vídeo veiculado nos últimos dias pela TV e Rádio Difusora, blogs ligados ao grupo Sarney, ao portal Mirante e ao jornal O Estado do Maranhão – propriedade da família Sarney.
Presidiário André Escócio de Caldas recebeu proposta de regalia

Ouvido pelos delegados da Polícia Civil Tiago Mattos Bardal, André Escócio afirmou que o vídeo foi gravado há cerca de oito dias, na sala do diretor da Central de Custódia de Presos de Justiça de Pedrinhas, Carlos Aguiar.

Para gravar o vídeo, o presidiário teria recebido “promessa de conseguirem um Alvará de Soltura e mais uma boa quantia em dinheiro, além do declarante (André Escócio) ficar ‘blindado’ (protegido) no sistema”, caso apontasse Flávio Dino, Patrícia e Weverton Rocha como mandantes do assalto ao banco do campus da Uema. A afirmação consta no termo de declaração emitido pela SEIC.

André Escócio afirma que não participou do assalto ao banco, data em que estava detido em um presídio. O enredo para tentar incriminar Flávio Dino foi criado após conversas do presidiário com o diretor da CCPJ de Pedrinhas, Carlos Aguiar, que também prestou depoimento à Seic, na manhã desta quarta (24).

Divulgação do vídeo – O vídeo veiculado pelo sistema de Comunicação e também pela campanha de Lobão Filho foi gravado, segundo conta Escócio, por Nilson, identificado como chefe de Segurança. O presidiário conta ainda que se surpreendeu quando o vídeo foi veiculado em um dos programas da TV Difusora.

Ao assistirem ao depoimento forjado no ar, os presos teriam começado a gritar “vai morrer, vai morrer”! O preso já está sob custódia, em sala separada, após os acontecimentos.

Depoimento do diretor – Apontado como responsável pela produção do vídeo, Carlos Aguiar diz que o caso foi gravado na presença de Nilson e com o agente penitenciário conhecido como Robson. No depoimento, ele confirma que gravou o vídeo, porém ele não teria acreditado no depoimento em que, segundo o próprio Aguiar, o presidiário “queria ser o bonzão”. O diretor nega responsabilidade pela divulgação do vídeo.

Após confirmar a autoria do vídeo, o notebook de Carlos Aguiar foi apreendido pelo delegado Tiago Bardal.

Investigação Federal – O vídeo foi postado originalmente de uma conta do youtube (canal para reprodução de vídeos) hospedada no Chile. Considerado crime eleitoral, ele passou a ser investigado pela Polícia Federal a pedido da coligação Todos pelo Maranhão, de Flávio Dino. A Polícia Federal e o Ministério Público vão apurar as responsabilidades pela criação e divulgação do vídeo em diversos meios de comunicação – incluindo a TV Difusora, de propriedade de Lobão Filho.

Do JP 
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